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Dislexia

O guia definitivo sobre testes de disgrafia

Cliff Weitzman

Cliff Weitzman

CEO e fundador da Speechify

apple logoPrêmio de Design da Apple 2025
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A disgrafia é um distúrbio que afeta a capacidade de uma pessoa escrever. Isso inclui dificuldade para escrever à mão, digitar, soletrar ou produzir textos escritos em geral. Se você suspeita de disgrafia, é importante fazer o teste o quanto antes, pois a intervenção precoce e as adaptações são fundamentais.

Neste artigo, vamos falar sobre testes de disgrafia e tudo o que você precisa saber sobre eles. Vamos apresentar um guia dos testes usados para esse distúrbio, o que eles incluem e como são avaliados. Ao final, você terá uma compreensão muito melhor da disgrafia e de como ela é diagnosticada.

Entendendo a Disgrafia

A disgrafia é uma dificuldade de aprendizagem que afeta a capacidade de uma pessoa escrever. É considerada uma deficiência oculta porque nem sempre fica claro que o indivíduo está lidando com dificuldades de aprendizagem. 

Assim como acontece com a maioria das dificuldades de aprendizagem, pessoas com disgrafia podem apresentar sintomas de leves a graves. Os sintomas mais comuns incluem dificuldade para soletrar, caligrafia ruim e problemas com habilidades motoras finas. Uma pessoa com sintomas graves também terá dificuldades com tarefas aparentemente simples, como segurar corretamente um utensílio de escrita, embora isso possa ser amenizado com, por exemplo, adaptadores para lápis.

Esse distúrbio afeta seriamente o desempenho escolar, a autoestima e, mais importante ainda, a qualidade de vida do indivíduo. 

Disgrafia vs Dislexia vs TDAH

Disgrafia, dislexia e TDAH são todas dificuldades de aprendizagem de alguma forma. Já falamos sobre os efeitos da disgrafia, mas a dislexia e o TDAH afetam a pessoa de maneiras diferentes.

A dislexia é comumente confundida com a disgrafia, já que ambas envolvem dificuldades com a linguagem escrita. Porém, a dislexia afeta a capacidade de uma pessoa de compreender textos escritos, reconhecer palavras e entender o significado do texto. Em casos mais graves, uma pessoa com dislexia terá problemas com a consciência fonológica.

Por fim, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma condição que afeta a capacidade de uma pessoa de se concentrar, prestar atenção e controlar comportamentos impulsivos. Embora geralmente não afete as habilidades motoras finas, é considerado um transtorno de aprendizagem e, em casos graves, requer acompanhamento.

Embora a disgrafia, a dislexia e o TDAH sejam transtornos que afetam o indivíduo que os possui, todos são dificuldades de aprendizagem específicas que exigem intervenções e adaptações diferentes.

Também é importante observar que a dislexia não precisa envolver distúrbios como o autismo ou dificuldades de aprendizagem semelhantes, como a discalculia.

Diferentes tipos de Disgrafia

A disgrafia pode ser classificada em alguns tipos, cada um apresentando um conjunto específico de sintomas e causas. Uma pessoa pode ter um tipo de disgrafia, mas não é incomum apresentar sintomas de mais de um tipo. 

Os tipos mais comuns de disgrafia incluem:

  • Disgrafia disléxica: tipo de disgrafia que afeta a capacidade de ler e soletrar. Comumente associada à dislexia. As características mais marcantes são a caligrafia ilegível e problemas graves de ortografia, mas, em geral, boa escrita ao copiar um texto. 
  • Disgrafia motora: este tipo de disgrafia é caracterizado por questões com habilidades motoras finas, tônus muscular fraco e, em geral, descoordenação motora. Pessoas com disgrafia motora têm dificuldade para escrever de forma legível devido a problemas no controle do movimento do braço. 
  • Disgrafia espacial: este tipo de disgrafia está relacionado à percepção espacial. Dificulta o alinhamento de letras e palavras na página. É uma das dificuldades mais difíceis de serem percebidas.

Testando para transtornos de aprendizagem como a Disgrafia

Realizar testes para disgrafia e distúrbios de aprendizagem semelhantes é fundamental, pois pode melhorar significativamente a qualidade de vida por meio da educação especial ou de outros tipos de apoio. Na maioria dos casos, a avaliação para disgrafia faz parte de uma avaliação completa.

Dependendo da avaliação, seu médico pode sugerir uma série de testes, entre eles os seguintes.

Integração Visual-Motora

No teste de integração visual-motora, a pessoa recebe palavras ou desenhos, de dificuldade crescente, para escrever ou desenhar durante um período de tempo específico e sem apagar nada. Esse teste avalia o desenvolvimento das habilidades motoras finas e a percepção do espaço à sua frente.

Alguns indivíduos com disgrafia vão apresentar dificuldades de coordenação olho-mão, o que indica o transtorno de aprendizagem disgrafia.

Teste de Soletração

Embora a dificuldade de soletração não seja causada apenas pela disgrafia, pode ser um dos sinais. Pessoas com disgrafia disléxica normalmente acrescentam ou retiram letras das palavras ou cometem erros de sequência ao tentar soletrar.

Durante esse teste, são comumente utilizados os instrumentos WIAT-3, WJ-IV e TOC.

Teste de Expressão Escrita

Um teste de expressão escrita é aplicado por um psicólogo ou um especialista em dificuldades de aprendizagem. Ele avalia a capacidade da pessoa de escrever de forma legível, soletrar corretamente e organizar seus pensamentos no papel. Esse tipo de teste pode incluir tarefas de caligrafia, soletração de palavras e produção de textos. 

Os resultados do teste oferecem um panorama das dificuldades específicas que alguém com disgrafia apresenta.

Outras ferramentas tecnológicas assistivas para ajudar em dificuldades de aprendizagem

A disgrafia e dificuldades de aprendizagem similares podem impactar seriamente a qualidade de vida da pessoa diagnosticada. Além de contar com educadores especializados para trabalhar habilidades motoras finas, existem ferramentas tecnológicas assistivas que podem ajudar nesses transtornos. Por exemplo, softwares de leitura em voz alta podem auxiliar a superar dificuldades de aprendizagem e contribuir para o desenvolvimento acadêmico. 

O Speechify, por exemplo, é um software de leitura em voz alta que pode ler textos automaticamente. O aplicativo pode ajudar pessoas com disgrafia a entender e processar informações escritas. Ao ouvir o texto, elas podem se concentrar no significado do conteúdo em vez de ter que decodificar as palavras. 

Tecnologias assistivas como reconhecimento de voz e previsão de palavras podem melhorar significativamente as habilidades de escrita de pessoas com disgrafia. Ditando as palavras em vez de digitá-las, o processo pode se tornar muito mais simples do que escrever no teclado, área em que quem sofre com transtornos de aprendizagem como dislexia, TDAH e disgrafia encontra maior dificuldade. 

Tecnologias assistivas podem fornecer às pessoas com disgrafia as ferramentas necessárias para superar dificuldades e melhorar o desempenho acadêmico. Também podem aumentar sua autonomia e autoestima, gerando um impacto positivo em sua qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Você pode se autodiagnosticar com disgrafia?

Uma pessoa pode perceber facilmente alguns dos sintomas mais comuns de dificuldades e distúrbios de aprendizagem. Porém, é sempre recomendável procurar profissionais qualificados quando se trata desses quadros complexos. Você pode encontrar a maior parte das informações relevantes no site da Associação Internacional de Dislexia.

Muitos sintomas específicos da disgrafia e de outras dificuldades podem estar relacionados a outros transtornos, por isso é fácil confundir a disgrafia com outro distúrbio específico de aprendizagem.

Com que idade é possível testar para disgrafia?

A idade mais recomendada para testar crianças pequenas é por volta dos 5 anos. Antes disso, é impossível identificar com segurança ou é muito difícil avaliar a linguagem escrita e os sinais de disgrafia.

Para crianças muito novas, um terapeuta ocupacional ou pediatra do desenvolvimento pode avaliar habilidades motoras finas e a evolução da caligrafia. Conforme crescem, por volta dos 4 ou 5 anos, um professor pode notar dificuldades na formação das letras, no espaçamento ou na legibilidade da escrita.

Qual profissional procurar para um diagnóstico?

Diagnosticar distúrbios complexos como a disgrafia exige especialistas competentes em diferentes áreas, dependendo da idade e das necessidades do indivíduo.

Para crianças pequenas, o recomendado é que um pediatra do desenvolvimento, terapeuta ocupacional ou psicólogo educacional faça a avaliação. 

Para adolescentes e adultos, a avaliação deve ser feita por neuropsicólogo, psicólogo educacional ou terapeuta ocupacional.

Para um diagnóstico correto, pode ser necessário que a avaliação seja feita por mais de um especialista.

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Cliff Weitzman

Cliff Weitzman

CEO e fundador da Speechify

Cliff Weitzman é um defensor da causa da dislexia e o CEO e fundador da Speechify, o aplicativo número 1 de conversão de texto em fala do mundo, com mais de 100.000 avaliações 5 estrelas e líder de downloads na App Store na categoria Notícias & Revistas. Em 2017, Weitzman foi incluído na lista Forbes 30 under 30 por seu trabalho para tornar a internet mais acessível a pessoas com dificuldades de aprendizagem. Cliff Weitzman já foi destaque em veículos como EdSurge, Inc., PC Mag, Entrepreneur, Mashable, entre outros importantes meios de comunicação.

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